A última semana de julho já havia sido difícil, mas a primeira de agosto ainda nos trouxe mais essa grande tristeza: a obrigação de nos despedirmos de José Antônio Apolinário Carlota e José Feliciano dos Santos.
José Antônio era eletricista muito respeitado e querido, fácil de conviver. De família numerosa, entrou para a UFV em 1963 no Setor de Obras, na época em que todos os serviços do tipo se concentravam em um único lugar, o que rendeu grandes amizades. Era meio-campista do time de futebol “Paredão”, sendo um jogador elogiado pelos colegas. Teve a oportunidade de assumir um cargo de chefia, mas negou a proposta, mesmo com muita insistência dos colegas; dizia que queria apenas fazer seu trabalho e não desejava chefiar. Se aposentou em 1993, lotado no Serviço de Instalações Elétricas de Alta Tensão, deixando como herança para a instituição um ótimo exemplo na execução dos serviços e também na lida com os colegas. Deixa um casal de filhos, um deles Clarlei, servidor do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCE).
José Feliciano, apelidado como “Zé do Boi”, por alguns, “Zé Salica” por outros, trabalhou na Vigilância da UFV de 1965 até 1992, quando se aposentou. Se apoiava no amor dos quatro filhos e nos afazeres da roça para manter a alegria de viver, além dos afazeres como ministro da eucaristia. Mesmo após um grave problema de saúde, a alegria e a disposição se mantiveram inalteradas; quem não o conhecesse, jamais adivinharia a atribulação pela qual passou. Segundo relatos, Zé do Boi era luz encarnada na forma de pai, marido, amigo, avô e conselheiro; “uma pessoa alegre, trabalhadora que não carregava o peso dos anos (95 anos) e se sentia um jovem que até poucos meses atrás subia em escadas para fazer reparos no telhado”.
Os amigos da Asav se solidarizam com as famílias de José Antonio e José Feliciano neste momento de dor.
(imagens com audiodescrição)

