ASAV promoveu capacitação sobre escuta ativa, acolhimento e cuidado coletivo

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Formação do GT-Enfrentamento reuniu servidores para fortalecer práticas de escuta qualificada, acolhimento e reconhecimento dos limites no cuidado com o outro.

 

A Associação dos Servidores Administrativos da Universidade Federal de Viçosa (ASAV), por meio do Grupo Permanente de Enfrentamento às Violências no Trabalho e ao Adoecimento Mental (GT-Enfrentamento), promoveu, no dia 19 de agosto de 2026, a capacitação “Escuta ativa: acolhimento, presença e limites no cuidado com o outro”.

Realizada na Universidade Federal de Viçosa (UFV), a atividade foi conduzida pela psicóloga Letícia Maria Alvares, da Divisão de Moradias Estudantis da instituição. A formação reuniu dez participantes em uma manhã de aprendizado, diálogo, vivências práticas e trocas de experiências.

A iniciativa teve como objetivo desenvolver competências básicas de escuta ativa e fortalecer uma postura de acolhimento diante de colegas que estejam vivenciando sofrimento ou apresentem outras demandas sensíveis. A proposta partiu do entendimento de que escutar também é uma forma de cuidado.

Ao longo da capacitação, foram abordados temas como presença, acolhimento, suspensão de julgamentos, formulação de perguntas, validação de sentimentos e verificação da compreensão. Os participantes também refletiram sobre as diferenças entre ouvir, acolher e realizar uma intervenção psicológica, além das barreiras que podem dificultar uma escuta verdadeiramente atenta.

Por meio de atividades práticas e dinâmicas lúdicas, o grupo pôde experimentar diferentes formas de comunicação e analisar as habilidades necessárias para uma escuta qualificada. A programação destacou que escutar não significa oferecer respostas prontas, conselhos ou soluções, mas criar condições para que a pessoa se expresse e reconheça suas próprias necessidades.

Acolher também exige reconhecer limites

Outro ponto central da formação foi a compreensão dos limites e das possibilidades de quem se dispõe a ouvir. A capacitação reforçou que o acolhimento não substitui o atendimento psicológico, se destina apenas à investigação de situações de violência ou assédio no local de trabalho e não ocupa o lugar dos serviços institucionais da UFV.

Nesse sentido, os participantes foram orientados a reconhecer situações em que é necessário buscar suporte, indicar recursos de cuidado e proteção ou realizar encaminhamentos adequados. Também foi discutida a importância de preservar a saúde emocional de quem acolhe, considerando que o contato com relatos de sofrimento pode gerar mobilização e exigir apoio.

Para o GT-Enfrentamento, promover uma cultura de acolhimento significa fortalecer relações baseadas no respeito, na solidariedade e no cuidado coletivo. Significa, ainda, compreender que cuidar de quem cuida é indispensável para construir ambientes de trabalho mais seguros, humanos e saudáveis.

A capacitação integra as ações desenvolvidas pela ASAV e pelo GT-Enfrentamento para prevenir e enfrentar as violências no trabalho, promover a saúde mental e valorizar os servidores técnico-administrativos da UFV.

Escutar é acolher. Acolher é cuidar. E cuidar de quem cuida é fortalecer a vida.

Card de divulgação do evento. O fundo é branco com bordas roxas e desenhos de flores. Ao centro, foto da palestrante Letícia: mulher de pele clara, cabelos longos lisos e pretos, olhos pretos, bochechas rosadas. Texto do card: "O GT Enfrentamento participou do curso de capacitação com Letícia Maria Álvares. Escuta ativa: acolhimento, presença e limites no cuidado com o outro. Fortalecendo práticas de cuidado, acolhimento e escuta sensível no enfrentamento às violências no trabalho e ao adoecimento mental". Logo da Asav e do GT Enfrentamento.

(imagem com audiodescrição) 

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