Riscos Invisíveis

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Os riscos invisíveis também adoecem

Nem todo risco no ambiente de trabalho pode ser identificado por um equipamento de proteção ou por uma placa de advertência. Existem violências silenciosas que não deixam marcas aparentes, mas afetam profundamente a saúde, a autoestima e a dignidade das pessoas. O assédio moral e sexual, o racismo, o capacitismo, a LGBTfobia, o etarismo e outras formas de discriminação são riscos psicossociais que comprometem não apenas o bem-estar individual, mas também a qualidade das relações de trabalho e o clima institucional.

Essas violências costumam se manifestar de forma sutil e repetitiva: por meio de humilhações, isolamento, desqualificação do trabalho, intimidações, constrangimentos, exclusão e abuso de poder. Muitas vezes são naturalizadas ou tratadas como “parte da rotina”, fazendo com que quem sofre permaneça em silêncio por medo, insegurança ou receio de retaliações. O resultado é o adoecimento físico e emocional, com impactos que podem incluir ansiedade, depressão, esgotamento, perda da autoestima e afastamentos do trabalho.

Por isso, prevenir os riscos psicossociais significa construir ambientes em que o respeito, a escuta, o diálogo e a valorização das pessoas sejam princípios permanentes. Cuidar da saúde mental não é somente oferecer apoio quando alguém adoece; é agir para que as condições que produzem sofrimento não sejam toleradas. É reconhecer que nenhuma forma de violência deve ser banalizada e que relações de trabalho saudáveis são responsabilidade de toda a comunidade.

É esse compromisso que orienta a atuação do Grupo Permanente de Enfrentamento às Violências no Trabalho e Adoecimento Mental da ASAV. Por meio de ações de conscientização, informação e incentivo à cultura do cuidado, o Grupo busca construir espaços de trabalho mais seguros, inclusivos e acolhedores, onde todas as pessoas possam exercer suas atividades com dignidade e respeito.

 

Cuidar do que não se vê, mas se sente, é proteger vidas. Combater o assédio e todas as formas de opressão é promover saúde mental, fortalecer vínculos e construir uma universidade mais humana para todas e todos.

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