Aconteceu, na tarde do dia 17 de julho, a última reunião do Comando Local de Greve 2026 da Asav, na sede do sindicato.
Dos mais de 30 componentes iniciais, 19 estiveram presentes. Foi uma oportunidade de troca de impressões sobre o movimento grevista, elogios, críticas, sugestões a aplicar tanto local quanto nacionalmente, além de um momento de confraternização ao final.
Balanço dos resultados da greve
Depois de longos meses de intenso movimento paredista – ao menos para aqueles que se envolveram com ele -, é possível dizer que houve conquistas a comemorar. Como sempre, o acordo não foi cumprido na íntegra, mas resumidamente, o balanço foi o seguinte:
ITENS CUMPRIDOS:
– Reestruturação: 9% em janeiro/2025, 5% em abril/2026;
– nova carreira: 19 padrões;
– VBC: mantida
– RSC: implantado em julho/2026;
– aceleração para os aposentados.
ITENS CUMPRIDOS PARCIALMENTE:
– Democratização nas IFES;
– plano de capacitação;
– afastamento do TAE para pós-graduação;
– revisão de insalubridade e periculosidade.
ITENS PENDENTES:
– Jornada de 30h nacional;
– implantação da hora ficta (hospitais universitários).
Para acessar a ata enviada pelo MEC que foi aceita pela majoritária da Fasubra e referendada pelo CNG como suficiente como termo de acordo, clique aqui.
Para acessar o ID nº 10 da Fasubra, onde a comunicação do fim da greve foi formalmente comunicada, clique aqui.
Muito peso, poucos ombros
Ficou claro o poder de adoecimento que uma participação excessiva pode causar nos militantes, especialmente nos mais aguerridos. Toda atividade sindical envolve dispêndio de tempo e energia física e mental e, ao contrário do apregoado pelos corredores, no período de greve isso fica ainda mais intenso. Porém, a baixa participação da categoria nas lutas faz com que os mais envolvidos participem de uma quantidade de tarefas superior à ideal para a preservação de sua própria saúde, por senso de responsabilidade com a causa e com a carreira. Resultado: adoecimento mental batendo à porta o tempo todo – e às vezes, conseguindo passar por ela.
Defeito geracional?
É certo e líquido de que há um problema crônico observado em todo o país: o baixíssimo envolvimento de servidores no movimento grevista, provocando o que se conhece hoje como “greve por procuração”: a grande massa da categoria deixa, conscientemente, todo o peso da luta no ombro de poucos colegas, limitando-se a cobrar e a usufruir dos ganhos pelos quais não lutaram (talvez o problema esteja aqui). Excetuam-se, por óbvio, aqueles que têm impedimentos incontornáveis para participar ativamente – mas é pouco provável que, dos 1.784 colegas ativos TAE da UFV, apenas 30 ou 40 não tenham impedimento algum (e provavelmente tinham, mas administraram como puderam).
Como saldo da luta, ficam as poucas e importantes vitórias, os novos aprendizados, a percepção dos limites pessoais e os danos ao ultrapassá-los, a identificação das falhas estratégicas cometidas, os novos laços de amizade, parceria e companheirismo com os colegas de luta das outras instituições e a certeza de que alguma coisa em relação às lutas precisa mudar. E rápido.
Para conferir as fotos da última reunião do Comando Local de Greve de 2026 da Asav, clique aqui.